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Você está alimentando seu pet do jeito errado? Veja os 5 erros mais comuns

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Você está alimentando seu pet do jeito errado? Veja os 5 erros mais comuns

A gente ama nossos pets e quer sempre o melhor para eles. Mas às vezes, por falta de informação ou por hábitos passados de geração em geração, acabamos cometendo erros na alimentação que prejudicam a saúde deles sem nem perceber.

O problema é que muitos desses erros são silenciosos: os efeitos aparecem aos poucos, em forma de excesso de peso, problemas digestivos, queda de pelo ou doenças crônicas que poderiam ter sido evitadas. Por isso, a equipe da Vet Anhanguera preparou esta lista com os cinco equívocos nutricionais mais comuns entre tutores — e, claro, o que fazer para corrigir cada um deles.

Erro nº 1: Dar comida de gente para o pet como se fosse algo inofensivo

Esse é talvez o erro mais difundido. Quem nunca cedeu àquele olhar de cachorro pedindo um pedacinho da coxinha ou um gole do suco? O problema é que a alimentação humana é formulada para o metabolismo humano — e o dos pets é completamente diferente.

Alimentos como cebola, alho, uva, chocolate, abacate, xilitol (adoçante presente em muitos produtos diet) e cafeína são tóxicos para cães e gatos e podem causar desde problemas gastrointestinais até falência renal e morte.

Além da toxicidade, comida temperada, gordurosa ou com excesso de sal sobrecarrega o fígado e os rins dos animais, que não estão preparados para processar esses compostos. Com o tempo, esse hábito pode levar a pancreatite, obesidade e doenças renais crônicas.

O que fazer: Mantenha a alimentação do seu pet baseada em ração de qualidade adequada para a espécie e fase de vida. Se quiser oferecer algo diferente como petisco, opte por alimentos naturais liberados pelo veterinário, como frango cozido sem tempero ou cenoura crua.

Erro nº 2: Não respeitar a quantidade indicada na embalagem

Tutores costumam errar para os dois lados: ou oferecem ração em excesso (geralmente por achar que o pet está com fome) ou restringem demais a alimentação por medo de engorde.

A tabela de porções na embalagem da ração existe por uma razão: ela leva em conta o peso corporal ideal do animal e a densidade calórica do produto. Ignorar essas indicações pode resultar em obesidade — que hoje afeta cerca de 40% dos pets domésticos no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação — ou em desnutrição, que compromete imunidade, crescimento e disposição.

O que fazer: Use uma xícara medidora ou uma balança de cozinha para medir as porções. Consulte um veterinário para ajustar a quantidade de acordo com o nível de atividade física, idade e condição corporal do seu pet. Na Vet Anhanguera, oferecemos avaliação nutricional completa para ajudar nesse processo.

Erro nº 3: Trocar a ração de forma abrupta

Mudar a ração do pet da noite para o dia é uma receita para problemas gastrointestinais. O sistema digestivo dos animais precisa de tempo para se adaptar a uma nova formulação, e a troca brusca quase sempre resulta em vômito, diarreia e desconforto.

Isso vale tanto para mudanças de marca quanto para transições de fase — de filhote para adulto, ou de adulto para sênior.

O que fazer: Faça a transição de forma gradual ao longo de 7 a 10 dias. Comece misturando 25% da ração nova com 75% da antiga, depois 50/50, depois 75% nova e 25% antiga, até completar a substituição. Se surgirem sintomas persistentes durante a transição, procure orientação veterinária.

Erro nº 4: Ignorar a diferença entre ração para cão e ração para gato

Parece óbvio, mas em casas com múltiplos pets é comum que os animais acabem comendo a ração um do outro. E isso não é inofensivo.

A ração para gatos tem uma concentração muito maior de proteína animal e contém taurina — um aminoácido essencial para felinos que, se ingerida em excesso por cães, pode causar problemas cardíacos. Já a ração para cães não atende às necessidades nutricionais dos gatos, que são carnívoros obrigatórios e precisam de nutrientes específicos que não estão presentes (ou estão em quantidade insuficiente) em produtos formulados para cães.

O que fazer: Alimente os pets separadamente, em horários ou locais diferentes. Para gatos que dividem espaço com cães, posicionar a tigela em altura elevada (onde o cão não alcance) é uma solução prática e eficiente.

Erro nº 5: Suplementar sem orientação veterinária

Com o crescimento do mercado pet e a popularização de conteúdos sobre nutrição animal nas redes sociais, muitos tutores passaram a suplementar a dieta dos seus pets por conta própria — vitaminas, ômega-3, probióticos, colágeno, entre outros.

O problema é que a suplementação sem diagnóstico pode fazer mais mal do que bem. Excesso de vitamina D, por exemplo, pode causar calcificação dos tecidos moles. O excesso de cálcio em filhotes de raças grandes está associado a problemas ortopédicos sérios. E alguns suplementos interagem com medicamentos, comprometendo o tratamento de doenças já existentes.

O que fazer: Antes de incluir qualquer suplemento na dieta do seu pet, converse com o veterinário. A suplementação só é necessária quando há uma deficiência real ou uma condição clínica que justifique. Ração de boa qualidade, adequada para a espécie e fase de vida, já fornece todos os nutrientes que um animal saudável precisa.

Alimentação saudável começa com informação

Cuidar bem da nutrição do seu pet não precisa ser complicado — mas exige atenção e, principalmente, orientação de quem entende do assunto. Pequenas mudanças nos hábitos alimentares podem ter um impacto enorme na qualidade de vida e na longevidade dos seus companheiros.

Se você tem dúvidas sobre a alimentação do seu cão ou gato, a equipe da Vet Anhanguera está à disposição para uma consulta nutricional. A gente acredita que prevenir é sempre o melhor caminho — e começa pelo que está no pote de ração.

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